Cometar orbita

Órbita dos Cometas

orbita do cometa Halley

Ao contrário do que ocorre com os Planetas cujas órbitas são quase que circulares, ou elípticas com pequena excentricidade; os Cometas percorrem órbitas muito elípticas ou até parabólicas e hiperbólicas, e com planos orbitais inclinados.

Pelo estudo estatístico das órbitas dos Cometas, o astrônomo holandês Jan Oort formulou em 1950 a hipótese, atualmente aceita por muitos estudiosos, de que os núcleos cometários estão como que em um enorme casulo de 2,4 anos-luz de diâmetro, em torno e que envolve o Sistema Solar.

Devido à alguma à passagem de alguma estrela mais próxima, alguns destes núcleos seriam empurrados, de vez em quando, em direção ao Sol, para onde se deslocariam viajando durante centenas de milhares de anos.

Segundo esta teoria, chegando à proximidade dos Planetas, os núcleos experimentariam a influencia gravitacional dos gigantes Saturno e Júpiter e suas órbitas seriam transformadas. Desta forma seriam formados os Cometas de curto período, que se caracterizam por períodos orbitais inferiores a 200 anos; e Cometas de longo período, com períodos orbitais superiores a 200 anos.

Contudo, nem todos os Cometas provenientes da Nuvem de Oort se convertem necessariamente em Cometas periódicos, alguns deles podem sair do sistema solar e se perderem para sempre nos espaços exteriores.

Como vimos, os Cometas podem ser basicamente divididos em dois grupos principais:

animação

Os Cometas podem eventualmente chocar-se com a Terra; acredita-se que por exemplo, que a explosão do Tunguska que aconteceu em 1908 na Sibéria central tem sido o resultado de uma estupenda colisão.

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